A Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) publicou a lista dos resultados provisórios do sétimo (e último) momento de avaliação do programa FCT Mobility. Foram propostas para financiamento 143 candidaturas (de um total de 147 propostas elegíveis), que correspondem a um financiamento previsto de 878.376,50€ em apoios à mobilidade internacional de investigadores/as. Este sétimo momento de avaliação contemplou as candidaturas submetidas entre 11 de novembro e 31 de dezembro de 2025.
Desde o seu início, o FCT Mobility recebeu um total de 604 candidaturas, das quais 495 foram consideradas elegíveis, tendo sido recomendados para financiamento 476 apoios, com uma taxa de aprovação de 96,16%. Até ao momento, já foi transferido para os beneficiários um montante de 1.900.230,00 €, estando ainda a decorrer os processos de contratualização e pagamentos dos apoios remanescentes.
Na modalidade incoming, Portugal acolhe 186 investigadores/as afiliados/as a instituições estrangeiras, provenientes tanto de países europeus (Itália, Espanha, Reino Unido, França, Polónia, Chéquia, Croácia e Irlanda), como de países fora da Europa (Benim, Usbequistão, Brasil, Colômbia, México, Austrália, China, EUA, Nigéria, Irão, India, Tailândia, Letónia, Quénia, Turquia, Rússia, Sérvia, Eslováquia, Argentina, Mauritânia, Japão, Filipinas, Colômbia e Israel).
Na modalidade outgoing, são 290 os investigadores portugueses em trânsito, maioritariamente para países da Europa (Irlanda, Itália, Islândia, Suíça, Espanha, Suécia, Reino Unido, Polónia, Alemanha, França, Áustria, Países Baixos, Bélgica, Grécia, Croácia, Eslovénia, Hungria e Roménia), e menos de um terço para países fora da Europa (EUA, China, Brasil, Chile, Canadá, Argentina, África do Sul, México, Vietname, Laos, Singapura, Japão, Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Egito, Nova Zelândia, Porto Rico, Botsuana e Angola).
O FCT Mobility financiou estadas de média e longa duração de investigadores/as doutorados/as nacionais em instituições estrangeiras e de investigadores/as doutorados/as estrangeiros/as em instituições nacionais, com vista à realização de atividades de investigação e/ou trabalho de campo. Apresenta uma dotação de cinco milhões de euros de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência – PRR (Medida RE-C06-i06 – Ciência Mais Capacitação).
Este programa encerrou em 31 de dezembro de 2025 e os períodos de mobilidade apoiados ao abrigo deste aviso deverão ter sobreposição com o período de execução do PRR, ou seja, as mobilidades terão de ser iniciadas até ao dia 31 de março de 2026, conforme estipulado pelas regras do programa.
https://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2026/02/7-momento-FCT-Mobility-scaled.jpg14392560E-Formadorhttps://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2024/06/Logotipo-e-Formador_black-1-300x83.pngE-Formador2026-02-24 14:43:482026-02-24 14:43:48FCT Mobility: divulgação dos resultados provisórios do sétimo e último momento de avaliação
A Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) reforça o investimento no Concurso para Atribuição de Bolsas de Investigação para Doutoramento em Todos os Domínios Científicos 2026, com um montante global de 145 milhões de euros, mais 12 milhões face à edição anterior.
Serão atribuídas 1.600 bolsas, mais 50 em relação ao concurso anterior, das quais 1.000 bolsas da Linha Geral, com um investimento de 90,6 milhões de euros, e 600 bolsas em Ambiente Não Académico, apoiadas por uma verba de 54,4 milhões de euros. Os avisos de abertura do Concurso de Bolsas de Doutoramento 2026 serão publicados brevemente e as candidaturas decorrem entre 2 e 31 de março de 2026.
À semelhança de 2025, a contratualização e gestão das bolsas aprovadas para financiamento serão assegurados pelas Instituições do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), através de contratos-programa assinados entre estas entidades e a FCT. A medida visa reforçar a autonomia das Instituições Contratantes e aproxima a gestão das bolsas de doutoramento dos contextos científicos onde os projetos serão desenvolvidos. Este modelo segue as tendências das instituições europeias homólogas e é semelhante ao existente nos Concursos de Emprego Científico.
Esta é a 5.ª edição do Concurso de Bolsas de Doutoramento com uma linha para Ambiente Não Académico, que continuará a apoiar doutoramentos em colaboração próxima com entidades da sociedade civil, empresas, museus, hospitais, associações e organizações não-governamentais.
Execução de bolsas em curso
Atualmente, estão a ser financiadas diretamente pela FCT cerca de 6.700 bolsas de doutoramento, das quais cerca de 2.000 decorrem em Ambiente Não Académico.
Manifestação de interesse para entidades não académicas
Está aberta, em permanência, a manifestação de interesse para as entidades não académicas que pretendem acolher doutorados. No site da FCT pode ser consultada a lista de instituições disponíveis, permitindo uma interação mais direta com o ponto de contacto de cada instituição, com vista a preparar um plano de trabalhos direcionado para uma eventual candidatura.
https://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2026/02/noticias-ConcursoBolsas2026-scaled.jpg14402560E-Formadorhttps://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2024/06/Logotipo-e-Formador_black-1-300x83.pngE-Formador2026-02-23 17:36:222026-02-23 17:36:22FCT reforça investimento e número de bolsas de Doutoramento no Concurso 2026
O prazo para apresentação de candidaturas ao “Concurso de Projetos I&D em todos os Domínios Científicos 2025”, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), foi alargado até 25 de março, até às 17h00 (hora de Lisboa), atendendo aos constrangimentos e danos causados pelos recentes fenómenos meteorológicos adversos.
O concurso de Projetos de I&D em Todos os Domínios Científicos é uma aposta na Excelência Científica, com financiamento exclusivo de receitas de impostos para promover a Ciência e a Investigação, num quadro de estabilidade e previsibilidade. Lançado dia 27 de novembro de 2025, tem uma dotação orçamental global de 104 milhões de euros de receitas de impostos, um valor superior em mais de 30% face ao compromisso dos dois anteriores concursos PEX e IC&DT.
O concurso apoia duas tipologias de projetos: Projetos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico (IC&DT) e Projetos de investigação de carácter exploratório (PEX). As candidaturas devem ser submetidas em língua inglesa na plataforma myFCT. Podem candidatar-se as entidades não empresariais do Sistema de I&I (investigação e inovação).
Para mais informações sobre o concurso e condições de candidatura, consulte a página do concurso.
https://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2026/02/2025-Projetos-IC-DT-prazo-scaled.jpg14402560E-Formadorhttps://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2024/06/Logotipo-e-Formador_black-1-300x83.pngE-Formador2026-02-23 12:13:102026-02-23 12:13:10Alargamento do Prazo de Candidaturas ao Concurso de Projetos I&D em todos os Domínios Científicos 2025
O prazo para submissão de candidaturas ao concurso “Defesa+Ciência: Concurso para Projetos Exploratórios 2025” foi estendido até 5 de março, até às 17h00 (hora de Lisboa), atendendo aos constrangimentos e danos causados pelos recentes fenómenos meteorológicos adversos.
O Programa Defesa + Ciência é uma iniciativa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) com o Instituto da Defesa Nacional (IDN), que pretende reforçar o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação em áreas estratégicas para a Defesa Nacional. Visa aproximar o Sistema Científico e Tecnológico das Forças Armadas, estimular a economia de defesa e fomentar projetos multidisciplinares que respondam a desafios da sociedade em segurança e defesa. Serão apoiados projetos que reforcem a operacionalidade das Forças Armadas e consolidem o conhecimento científico em Portugal.
Este concurso, lançado no dia 30 de dezembro de 2025, dispõe de uma dotação global de 1,2 milhões de euros (verbas do Orçamento de Estado), garantindo um financiamento máximo de 50 mil euros por projeto.
O programa Defesa+Ciência integra o conjunto de iniciativas da FCT em parceria com diferentes tutelas, como o concurso Saúde+Ciência, reforçando a articulação entre ciência, tecnologia e áreas estratégicas para o país.
As propostas são submetidas através da plataforma myFCT. Para mais informações sobre o concurso e condições de candidatura, consulte a página do concurso.
https://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2026/02/2025_Defesa_ciencia_prazo-scaled.jpg14392560E-Formadorhttps://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2024/06/Logotipo-e-Formador_black-1-300x83.pngE-Formador2026-02-20 17:48:232026-02-20 17:48:23Alargamento do prazo de candidaturas ao Concurso Defesa + Ciência: Concurso para Projetos Exploratórios 2025
A metodologia para a definição das prioridades nacionais de investigação e inovação no âmbito da criação da Agência para a Investigação e Inovação (AI²) vai ser apresentada publicamente no próximo dia 24 de fevereiro, a partir das 10h00, no Técnico Innovation Center, em Lisboa. A inscrição é gratuita, mas obrigatória, e deverá ser efetuada até ao dia 19 de fevereiro.
Esta sessão contará com intervenções de Alessandra Colecchia, Chefe da Divisão de Política de Ciência e Tecnologia da OCDE, que partilhará perspetivas internacionais sobre ciência, tecnologia e inovação, de Maria Rosário Partidário, Coordenadora da Equipa de Projeto, responsável pela apresentação da metodologia, e de Ricardo Reis, Coordenador da Comissão de Acompanhamento.
Eugénio Campos Ferreira apresentará uma análise ao atual Ecossistema Científico, Tecnológico e de Inovação Nacional, num evento que conta também com a participação do Presidente do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Oliveira.
A sessão de abertura estará a cargo do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre. O Ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, fará a sessão de encerramento deste evento, que contará também com as presenças da Secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, e do Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira.
A AI² foi criada no quadro da reforma do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), resultando da fusão entre a FCT e a Agência Nacional de Inovação (ANI), tendo como missão promover, financiar e avaliar a investigação científica e o desenvolvimento da inovação tecnológica e empresarial em Portugal.
O Euro-Mediterranean Hub for Research & Innovation (R&I) é uma plataforma que é um eixo central para networking, partilha de dados e formulação de políticas, conectando investigadores, decisores e financiadores Euro-Med.
Na sequência do envolvimento de Portugal, através da FCT, nas iniciativas Diálogo 5+5 em Investigação, Inovação e Ensino Superior, na agenda de I&I da União para o Mediterrâneo e na parceria PRIMA, o Euro-Mediterranean Hub for Research & Innovation, promovido pela União para o Mediterrâneo (UfM), afirma-se como um ponto de encontro natural para a comunidade científica nacional.
Trata-se duma plataforma colaborativa que reúne investigadores, responsáveis políticos e entidades financiadoras de toda a região euro-mediterrânica, com o objetivo de fortalecer a cooperação científica e tecnológica. Visa promover a partilha de conhecimento, a criação de sinergias e o desenvolvimento de políticas de investigação e inovação orientadas para desafios comuns — da sustentabilidade à saúde, passando pela transição digital.
A participação portuguesa neste hub representa uma oportunidade estratégica para integrar redes internacionais, reforçar redes existentes, potenciar candidaturas, acompanhar de perto as principais iniciativas regionais e contribuir ativamente para a construção de uma agenda científica euro-mediterrânica coesa e dinâmica.
Junte-se ao Euro-Mediterranean Hub for Research & Innovation, acedendo a diversas áreas:
Recursos centralizados – Acesso a investigação, melhores práticas, documentos de política e oportunidades de financiamento
Rede de contactos – Conecte-se com a comunidade I&I mediterrânica (clusters, peritos)
Colaboração – Parceiros, redes temáticas, diálogo político
Eventos e oportunidades – Iniciativas regionais e concursos
https://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2026/02/agricultor-maos-planta.jpg6671000E-Formadorhttps://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2024/06/Logotipo-e-Formador_black-1-300x83.pngE-Formador2026-02-19 11:13:092026-02-19 11:13:09Convite para registo no Euro-Mediterranean Hub for Research & Innovation
A Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através da sua unidade de serviços digitais FCCN, e o Centro Nacional de Computação Avançada (CNCA) promovem o webinar “Tendências de IA para a Saúde”, no próximo dia 27 de fevereiro de 2026.
A sessão enquadra-se no âmbito da Fábrica de IA do Barcelona Supercomputing Center (BSC) e pretende dar a conhecer tendências emergentes, casos de estudo reais e experiências práticas que demonstram como a Inteligência Artificial (IA) está a transformar diferentes dimensões da prestação de cuidados de saúde. Propõe também refletir sobre o potencial clínico da IA, os ganhos de eficiência que pode proporcionar e os seus limites éticos, promovendo uma abordagem equilibrada entre inovação tecnológica e responsabilidade.
Durante o webinar serão abordadas aplicações concretas da IA em áreas como o apoio à decisão clínica, a análise de dados de saúde, o diagnóstico assistido, a medicina personalizada e a otimização de processos clínicos e organizacionais.
O evento dirige-se a profissionais de saúde, investigadores, decisores e organizações interessados em explorar o potencial da IA como motor de inovação, eficiência e melhoria de resultados em saúde. A participação é gratuita mediante inscrição prévia.
Agenda
10h00 — Abertura e Boas-Vindas Susana Caetano, FCT Joana Feijó, Health Portugal
10h05 — IA na Saúde: potencial clínico, eficiência e limites éticos Andreia Gaudêncio, CNCA
10h15 — Casos de uso Caso de Uso #1 – PURR.AI, Irina Moreira Caso de Uso #2 – CCG/ZGDV, Rui Ribeiro
11h00 — Q&A
11h25 — Encerramento
Esta iniciativa reforça o compromisso da FCT, através da sua unidade de serviços digitais FCCN, e do CNCA na promoção da capacitação e partilha de conhecimento em torno da Inteligência Artificial, contribuindo para a transformação digital do setor da saúde em Portugal e na Europa.
https://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2026/02/webinar-IA-saude.jpg9001600E-Formadorhttps://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2024/06/Logotipo-e-Formador_black-1-300x83.pngE-Formador2026-02-19 10:11:492026-02-19 10:11:49FCT e CNCA promovem webinar sobre Tendências de Inteligência Artificial na Saúde
A Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através do seu Arquivo de Ciência e Tecnologia (ACT), dará continuidade em 2026 ao ciclo de sessões “Arquivos do Saber: Ciência, História e Memória”. Nesta 2.ª edição, mantém-se o objetivo de promover sessões de curta duração, num ambiente de partilha e de divulgação do acervo documental do Arquivo de Ciência e Tecnologia da FCT, com características únicas para a história da atividade científica em Portugal.
A primeira sessão deste novo ciclo realiza-se já no próximo dia 11 de março, pelas 14h30, e terá como orador principal o Professor Manuel Galvão de Melo e Mota (Universidade Lusófona), que fará uma apresentação sob o tema “Miguel Mota, agrónomo, investigador e professor: um homem à frente do seu tempo”. A moderação será assegurada por Cláudia Henriques, do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho. O evento realiza-se nas instalações da FCT (Av. Dom Carlos I, 126, Lisboa) e é de entrada livre, mediante inscrição prévia, até ao dia 10 de março. O programa detalhado do evento pode ser consultado no site da ACT.
Pretende-se que estes ciclos de sessões possam ser um contributo para estimular o conhecimento e o estudo da documentação que a FCT tem à sua guarda, com partilha de resultados de trabalhos de investigação, divulgando um acervo que reúne uma importância desmedida para a história da ciência, das políticas científicas, das instituições e da investigação em Portugal. Partilhar, refletir e debater, realçando a importância das fontes primárias para a Ciência, a História e a Memória, são assim os grandes motes deste ciclo. As restantes três sessões de 2026 têm como datas previstas de realização os dias 13 de maio, 16 de setembro e 4 de novembro, com toda a informação sobre os respetivos programas a ser disponibilizada, atempadamente, nesta página.
https://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2026/02/Arquivos-Saber-2026-noticia-scaled.jpg14402560E-Formadorhttps://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2024/06/Logotipo-e-Formador_black-1-300x83.pngE-Formador2026-02-18 14:50:302026-02-18 14:50:302.ª edição do ciclo de sessões “Arquivos do Saber: Ciência, História e Memória” inicia-se a 11 de março
Assinala-se um ano desde a entrada em vigor da Política sobre Acesso Aberto a Publicações Científicas. Adotada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a Política estabelece o enquadramento para a disponibilização em acesso aberto das publicações resultantes de investigação financiada pela FCT e cujo período de candidatura tenha terminado depois de 7 de fevereiro de 2025.
Ao longo deste primeiro ano de vigência, a Política foi alvo de ações de divulgação e esclarecimento junto da comunidade científica, com vista a apoiar a sua correta aplicação. Entre estas iniciativas, destaca-se a criação de um site de apoio, que reúne orientações destinadas aos autores abrangidos pela obrigação de publicação em acesso aberto. Foram igualmente recolhidas e partilhadas perspetivas de investigadores e instituições sobre a aplicação da Política, contribuindo para uma melhor compreensão dos desafios e necessidades associados ao seu cumprimento.
A sua implementação enquadra-se numa estratégia mais ampla de promoção da Ciência Aberta em Portugal, alinhada com orientações europeias e internacionais, como o Plano S. A aplicação da Política é apoiada por um conjunto de infraestruturas e serviços digitais disponibilizados pela FCT, através da sua unidade de serviços digitais FCCN, que acompanham a comunidade científica na aplicação destas orientações.
Um ano após o lançamento, a Política sobre Acesso Aberto a Publicações Científicas afirma-se como o instrumento de referência para o enquadramento da publicação em acesso aberto dos resultados científicos financiados pela FCT.
No futuro, a Política continuará a enquadrar a disponibilização dos resultados científicos financiados pela FCT, acompanhando a evolução das práticas de publicação científica e das orientações nacionais e europeias em matéria de Ciência Aberta. A sua aplicação será acompanhada de um apoio contínuo à comunidade científica.
https://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2026/02/politica-acesso-aberto.jpg9001600E-Formadorhttps://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2024/06/Logotipo-e-Formador_black-1-300x83.pngE-Formador2026-02-18 12:48:192026-02-18 12:48:19Política sobre Acesso Aberto a Publicações Científicas assinala um ano
São quatro nomes a ter em conta na ciência feita em Portugal. São quatro nomes no feminino e agora “embaixadoras” da investigação nacional. Neste Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, recordamos os exemplos das investigadoras Ana Rita Lopes, Céline Gonçalves, Paola Alberte e Patrícia Henriques, vencedoras da 21.ª edição das Medalhas de Honra L’Óreal Portugal para as Mulheres na Ciência.
Ana Rita Lopes Começamos por Ana Rita Lopes, natural de Leiria e investigadora do MARE – Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Dedica a sua carreira de investigação, desde o início, ao estudo de temas como a poluição e as pressões climáticas. O prémio conquistado decorreu da busca pela resposta à questão: “De que modo o aquecimento do oceano e a poluição afetam as relações de cooperação que existem naturalmente entre as anémonas e os peixes e invertebrados marinhos?”.
O objetivo da investigação realizada passa por perceber até que ponto as relações mutualistas que unem diferentes organismos marinhos resistem quando confrontadas com dois fatores cada vez mais presentes no oceano: as alterações climáticas e a poluição por contaminantes, incluindo resíduos de fármacos humanos detetados na água.
Ao longo do seu percurso científico, Ana Rita Lopes tem-se dedicado a analisar a forma como a poluição e o aquecimento e acidificação dos oceanos influenciam a fisiologia e o comportamento de várias espécies de peixes, observando aspetos tão distintos como o sucesso reprodutor ou a capacidade de fuga a predadores.
Ana Rita Lopes tem 36 anos, é casada e mãe de dois filhos muito pequenos, o que torna ainda mais exigente o equilíbrio entre a vida familiar e a sua carreira científica. Apesar dos avanços que Portugal tem feito na promoção da equidade de género, Rita reconhece que ainda há desigualdades claras, sobretudo nos cargos de liderança. Fala de “barreiras invisíveis” que persistem: desde o peso acrescido das responsabilidades familiares, que continuam a recair maioritariamente sobre as mulheres, até à forma como o desempenho científico é avaliado, com métricas que raramente acomodam pausas ou exigências associadas à maternidade.
Céline Gonçalves Outro exemplo inspirador é o de Céline Gonçalves. Depois do mar, passamos ao cérebro, e a uma das perguntas mais desafiantes da neuro-oncologia: será possível detetar o glioblastoma, o tumor cerebral maligno mais agressivo em adultos, apenas através de uma análise ao sangue? No Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, em Braga, Céline Gonçalves procura respostas em pequenas vesículas libertadas pelas células, incluindo as tumorais, cada uma carregando pistas sobre o seu estado: uma espécie de mensagem molecular que circula discretamente no sangue.
O que Céline Gonçalves quer fazer é identificar a “assinatura” própria do glioblastoma: uma combinação única de moléculas que permita reconhecer o tumor sem margem para dúvidas. Para isso, vai comparar as vesículas presentes nos tumores com as que circulam no sangue de pessoas com glioblastoma.
Céline Gonçalves, investigadora e professora no ICVS, é doutorada em Ciências da Saúde e mãe de uma bebé de oito meses. Reconhece que a maternidade continua a ser um desafio nas carreiras científicas, especialmente quando o ritmo dos projetos e das publicações não abranda. E lembra que, desde cedo, as mulheres continuam a enfrentar estereótipos de género que moldam oportunidades e perceções no meio académico.
Paola Alberte De Braga passamos a Lisboa, mas com sotaque galego, para conhecer Paola Alberte, Investigadora do iBB, Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, que quer usar eletricidade, mas numa escala quase inimaginável: para travar o crescimento de tumores. Todas as células do nosso corpo comunicam através de atividade bioelétrica; nas células cancerígenas, essa atividade apresenta padrões anómalos que favorecem a multiplicação e a invasão. Paola Alberte acredita que é possível “desligar” estes sinais anormais e, assim, travar o avanço do cancro.
O trabalho de Paola Alberte aposta no desenvolvimento de sistemas nanobioeletrónicos capazes de serem ativados a partir do exterior do corpo, através de ultrassons: uma abordagem tão futurista quanto promissora. Testes com células de cancro da mama mostraram já que um destes sistemas reduziu o crescimento tumoral e induziu a morte das células doentes, mantendo as saudáveis intactas. Ensaios em modelos animais confirmaram igualmente uma redução no tamanho dos tumores.
Estes resultados promissores abriram caminho ao projeto WireCan, agora distinguido, que pretende alargar esta tecnologia a diferentes tipos de tumores, incluindo o glioblastoma, um dos mais agressivos. A ambição não fica por aqui: a equipa quer também testar aplicações em doenças como a de Parkinson, em colaboração com parceiros nacionais e internacionais.
Paola Alberte, doutorada em Farmácia pela Universidade de Nottingham e hoje investigadora no Instituto Superior Técnico, sublinha que a perspetiva feminina acrescenta equilíbrio às equipas. Apesar de nunca ter sentido barreiras diretas pelo facto de ser mulher, reconhece que muitas investigadoras enfrentam obstáculos adicionais, sobretudo pela maior carga associada à vida familiar. E lembra que o número de mulheres doutoradas continua a não estar refletido nos cargos de topo.
Patrícia Henriques O último exemplo que apresentamos para assinalar este Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência está no Porto. Patrícia Henriques é Investigadora do i3S, Universidade do Porto, e cofundadora da start-up GOTECH Antimicrobial, que está a transformar uma ideia simples – impedir infeções em cateteres usados em hemodiálise – numa solução com potencial revolucionário para milhões de pessoas. O dispositivo que desenvolve, a GOcap®, combina luz próxima do infravermelho com óxido de grafeno para desinfetar o interior dos cateteres de forma segura, eficaz e sem recurso a antibióticos. Uma abordagem inovadora e com impacto ambiental positivo, já que a GOcap® é reutilizável e pretende reduzir resíduos plásticos.
Mas há mais: embora se conheça o potencial antimicrobiano do grafeno ativado por luz, os seus mecanismos de ação ainda não estão totalmente esclarecidos. Patrícia Henriques quer aprofundar este conhecimento e avaliar, por exemplo, se existe risco de desenvolvimento de resistência bacteriana. Ao mesmo tempo, prepara todos os passos necessários para levar a tecnologia dos laboratórios aos hospitais: desde a otimização do protótipo aos ensaios de validação clínica, passando por um plano de negócio robusto. O objetivo final do seu trabalho é claro: reduzir infeções, salvar vidas e oferecer uma alternativa sustentável e eficaz às estratégias tradicionais de desinfeção.
Patrícia Henriques, doutorada em Engenharia Biomédica na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, lembra que as mulheres continuam a enfrentar desafios acrescidos na passagem da investigação para o empreendedorismo tecnológico. Questões como angariação de financiamento, estabelecimento de parcerias ou conquista de confiança de stakeholders continuam, muitas vezes, condicionadas por um ecossistema ainda dominado por perfis maioritariamente masculinos.
Estes são quatro nomes da ciência que se faz no feminino em Portugal, que demonstram que o talento e a dedicação não conhecem barreiras de género. Na celebração do Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, agradecemos o seu testemunho e o trabalho que desenvolvem diariamente, que certamente continuará a ser distinguido no panorama da investigação nacional e internacional.
https://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2026/02/mulheres-raparigas-ciencia-2026.jpg9001600E-Formadorhttps://jorgebrandao.pt/e-formador/wp-content/uploads/2024/06/Logotipo-e-Formador_black-1-300x83.pngE-Formador2026-02-11 11:06:452026-02-11 11:06:45Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência